''E o que me consome são as lembranças do passado presente na memoria ausente'' Rafael V. Piacentini

quinta-feira, 26 de maio de 2011

SEM TER O QUE DIZER

Procuro palavras com as quais
Eu possa expressar a falta que sinto de ti
Mas elas me escapam
Quando cruzo contigo por portas e corredores
Acabo por vê-lo e ainda sim
Fico sem ter o que dizer
Mas também o que há a ser dito?
Se me evitas de muitas formas
Olha-me de esguelha
Finge nem notar minha presença
Não tens o que dizer
Não temos o que dizer
Ficamos os dois
Sem palavras.

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

domingo, 8 de maio de 2011

DEPOIS

Tropeco em lembrancas
Devaneio nos meus sonhos
Embreago-me no desejo
Afogo-me em lagrimas

Depois
Saceio-me no prazer
Que encontro ente
Lencois estranhos a mim
Mas que satisfazem-me por
apenas uma noite

Iludo-me com teu sorriso
Sinto teus olhos pousados
Em meu corpo, ilusao
Alimento-me dos lampejos
Estalidos das poucas vezes
Que tua boca sussurra meu nome
Tropeco em lembrancas
Para depois
Levantar-me
E viver
Embreagado em minhas ilusoes.

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

CEU DE BAUNILHA

As ultimas pinceladas da luz
Que tinge meu ceu de fim de tarde
Em tons de baunilha
Ja estao mais palidas
E menus expressivas

Meu ceu cor de baunilha
Da lugar a uma mancha negra
Com respingos brancos
Pequenas estrelas
Que ficam a observar
minha dor, minha tristeza

Enquanto espero o amanhecer
Trazer suas rapidas pinceladas
Alaranjadas que gradativamente
Dao lugar ao meu ceu de baunilha
Doce, mas tao insosso.

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

DA CHUVA

La fora o tempo fecha
Uma chuva fria e chata
Bate a minha janela
Enquanto eu aqui sentado
A minha escrivaninha
Olha para aquela foto
Em que estamos abraçados
Sinto falta de teus
Braços ao redor de meu corpo
Aquecendo-me como fazia
Nas frias noites em que estava-mos juntos
Em minha janela
Bate uma chuva fria e chata
Em meu peito palpita saudade
De meus olhos chovem lembranças
De minha boca verte teu nome

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI