''E o que me consome são as lembranças do passado presente na memoria ausente'' Rafael V. Piacentini
domingo, 15 de dezembro de 2013
DA ESPERA
soltou minha mão em meio a madrugada
se despediu com um beijo e sussurrou
"me espera"
acendi meu cigarro, traguei
agora trago
trago a saudade dessa espera
agora anos depois
possou por mim numa quinta feira qualquer
me beijou e me acusou de não esperar
mas eu esperei
e ainda espero
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
sábado, 31 de agosto de 2013
DE SETEMBRO
mal começou
o mês de setembro
e ainda me lembro
do inferno de inverno
que fora agosto
segue o desgosto
em que a memoria
me lançou
sem qualquer consideração
pelo que havia
em meu coração
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
SONETO AO TEU SILENCIO
Até mesmo a noite se fez calar
As nuven insistem em emcobrir o luar
Nem mesmo as estrelas se põe a brilhar
E mesmo o vento oculta seu sussurrar
As palavras insistem em me escapar
Pois seus abraços continuam a me faltar
E seus beijos meu labios anseiam provar
Enquanto minha boca, teu nome continua a chamar
Ao menos balbucie um prenuncio
Não lhe peço qualquert tipo de ode
Apenas que não me prenda na quietude
Quando quiser abandonar a mudez, tu pode
Sorria, então para o sol, na plenitude
Me livre então do silencio, com teu anuncio.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DOS ARREPENDIMENTOS
dos erros que cometi
não me arrependo
acendo um cigarro
me calo e me lembro
arrependo-me sim
dos acertos que tive
por aqueles que não
merecem nada de mim
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DO SOFRE
sofrer
pega tão mal
por isso vivo hoje
entre copos e corpos
que lembrem teu rosto
apaixono-me por uma noite
por qualquer um
que tenha qualquer coisa
de parecido contigo
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DOS MEUS ERROS
meu erro
foi sempre amar
e não me armar
errei ao confiar
no confessar
de me entregar
meu erro
foi sempre me entregar
e assim ttudo estragar
de tanto bem querer
sempre acabo por perder
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
CAMA MESA E BANHO
saia da cama
ja bagunçou os lençois
embaraçou nossa trama
atada em tantos nós
já foi tirando a mesa
com embreagado coração
nem me serviu a sobremesa
só me sorveu em solidão
vá pro banho gelado
logo te alcaço a toalha
esconda teu riso calado
com aquilo que lhe valha
da cama fica a lembrança
da mesa bate o coração
do banho vem teu assovio
no ritmo dessa canção
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DE AGOSTO
qual sera o gosto
desse mes de agosto
que começa assim
com jeito de fim
sem o teu sim
meio que enfim
eu gosto mais de mim
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DO SER, DO TER
ser sem ter
não é perder
tem o que
de dor
do sofrer
ter sem ser
é ilusão
prefiro ficar
então
em minha solidão
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DOS HOMENS
não confio
em homem
de olhos claros
prefiro
os de olhares
mais esclarecios
e de sorrisos
incontidos
que tenham
os pelos da barba
um pouco mais crescidos
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
terça-feira, 9 de julho de 2013
RETICENCIAS
um romance não deverias
ter essas pausas
viver essas coisas de virgulas
o carinho não pode ter
esseas coisas de ponto final
deixa impressão de meio caminho
por isso deveria ser teatral
e acabar em conjulgação
do verbo amar
assim as prosodias romanticas
em reticencias podem continuar
terça-feira, 2 de julho de 2013
DOS MEUS POETAS
quando Drummond eu li
até o sono eu perdi
pensando na festa de um tal José
que aposto estava tão bebado
que nem parava em pé
quando o Mario de Andrade conheci
pensei que grande poeta
até suas frases mais soltas
pareciam apenas vazer de sua caneta
então Vinicius, o de Morais
soneto de fidelidade, receita de mulher
são poemas que perduram, poemas imortais
Ah, Mario Quintana
um poeta que sofre e que ama
contigo me identifico
as vezes pego teu livro
e deito na cama
e penso, esse sim é poeta que ama
Ferreira Gullar, me fez querer escrever
falando da arquitetura do Oscar
e do coito com a mulher amada
sempre te li sem nem piscar
quando a cama ja estava desarrumada
o Fernando pessoa
ele um tanto me magoa
com essa historia de heternomios
rimava tão bem
que até sem a rima seus poemas
me caem bem
por fim penso em Leminski
de poucas palavras
que tocam o fundo do leitor
fez-me reconhecer-me
sou um homem com uma dor
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DA DESCRENÇA
o seu silencio me machuca
e essa sua indiferença
chega a me arrepiar a nuca
como antes me fazia tua presença
aperta meu pobre coração
ver em teus olhos a descrença
de que desejo pegar em tua mão
só não me olhe com tamanha diferença
pois ainda te olho com meu carinho
mesmo que a mim não mais pertença
ainda espero poder cruzar em teu caminho
quero ainda entrar em tua vida
uma outra vez sem pedir licença
mas que seja então em hora devida
como assim queira a tua sentença.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
quinta-feira, 27 de junho de 2013
MENINO
sinto falta de ver
o teu sorriso de menino
aquele com prazer
junto do abraço matutino
como foi travesso
comigo o destino
meu egoismo inconfesso
levou pra longe meu menino
espero que me perdoe um dia
que abraçe meu coração peregrino
ou que ao menos ouça a melodia
que escrevo pra ti menino
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DEPOIS
Depois de mais
Uma noite insone
Desejando apenas
Um abraço teu
Deixando somente
Um poema no pepel
Eu continuo acordado
Despejando palavras
Uma a uma sobre o céu.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
Uma noite insone
Desejando apenas
Um abraço teu
Deixando somente
Um poema no pepel
Eu continuo acordado
Despejando palavras
Uma a uma sobre o céu.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
quarta-feira, 26 de junho de 2013
HOJE NÃO TEM POESIA
hoje não tem poesia
esta noite não terá rima
nada de perder alguns versos
que em minh'alma estão imersos
hoje não tem poema
não daqueles beijos
com gosto de cinema
hoje não tem nada
alem dessas minhas
pobres palavras.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
terça-feira, 25 de junho de 2013
DE TE MAGOAR
foi sem intenção
que plantei essa magoa
em teu nobre coração
que se afasta de mim
enterrando-se em fria garoa
por um caminho sem fim
foi sem intenção
mas em meu egoismo
perdi o toque de tua mão
que me salvava do abismo
dessa imensa solidão
foi sem intenção
que enchei teu peito
com a dor que te magoá
te causei esse arranhão
e te fiz pensar
que tudo foi em vão
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
que plantei essa magoa
em teu nobre coração
que se afasta de mim
enterrando-se em fria garoa
por um caminho sem fim
foi sem intenção
mas em meu egoismo
perdi o toque de tua mão
que me salvava do abismo
dessa imensa solidão
foi sem intenção
que enchei teu peito
com a dor que te magoá
te causei esse arranhão
e te fiz pensar
que tudo foi em vão
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
segunda-feira, 24 de junho de 2013
DIANTE DO ESPELHO
Esqueço o passado
Diante do espelho
Um vazio me toma
Assume meu peito
Recordo o que foi
Dito em uma noite
O que não pode ser desfeito
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
Diante do espelho
Um vazio me toma
Assume meu peito
Recordo o que foi
Dito em uma noite
O que não pode ser desfeito
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
domingo, 23 de junho de 2013
SONETO A INSONIA
Mais uma noite insone
Assim a luz some
Sem sonhos ou descanso
Fico preso em teu encanto
O nascer do sol vai começar
E na cama fico a rolar
Com a memória a lembrar
O quanto me fez chorar
A luz ja banha o quarto
Brigo com o sol, me bato
Chega desse amor barato
A insonia me pegou
Quando você me deixou
E nada em mim sobrou.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
SÓ MAIS UM POEMA
sopra o vento
sobe a fumaça do cinzeiro
cheio de bitucas
cheio de lembranças
perde-se a rima
é tanta poesia
joga fora
queimada nos cigarros
que trago
no suspiro disfarçado.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
TRAGAR
o cigarro
é meu companheiro
cada bituca
é uma desilusão
tragada
e jogada no cinzeiro.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
quarta-feira, 12 de junho de 2013
DO ENCONTRO
de canto em canto
vivo esse encanto
de todo encontro
ao virar a esquina
soltam-se as mãos
perde-se a rima
amigos e amores se vão
mas sempre existe
o proximo encontro
talvez mais distante
em um outro ponto
mas pego tudo da estante
carrego no peito e pronto
parto para um outro encontro
nesse mesmo instante
pois palpita no peito
o desejo do reencontro
desse novo/ velho
encanto.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
vivo esse encanto
de todo encontro
ao virar a esquina
soltam-se as mãos
perde-se a rima
amigos e amores se vão
mas sempre existe
o proximo encontro
talvez mais distante
em um outro ponto
mas pego tudo da estante
carrego no peito e pronto
parto para um outro encontro
nesse mesmo instante
pois palpita no peito
o desejo do reencontro
desse novo/ velho
encanto.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
sábado, 8 de junho de 2013
DE EDIFICAR
como é belo ver nascer
brotando do chão
a construção
feito em concreto material
na massa, no tijolo
o sonho do arquiteto se torna real
como é belo ver subir
laje a laje o edificio
a escorrer dos braços
dos candangos
o suor de seu oficio
como é belo ver o edificar
e perceber
que o arquiteto tem o poder
de um pequeno mundo criar.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DA INSOLENCIA
É insone
A insolencia
De tua ausencia
Que chega
Com a noite
E se aconchega
No silencio calado
De meu peito
Que bate entre-cortado.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
A insolencia
De tua ausencia
Que chega
Com a noite
E se aconchega
No silencio calado
De meu peito
Que bate entre-cortado.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
quinta-feira, 6 de junho de 2013
OS CEUS RO RIO GRANDE DO SUL
São mais belos os ceus do rio grande sul
eles tem essa cor, esse tom
que foje ao tom do azul
pme fazem penser em verde
quando olho os ceus do rio grande do sul
eu vejo, eu sinto
aquele verde que vi em teus olhos
aquela verdade
ainda verde
que almeja ainda amadurecer
mas do que valem esses meus versos
soltos num pedaço de papel qualquer
que os ventos do rio grande do sul
nunca levarão
ao ceus de teus olhos
que nao tenho mais
mas ainda me restam
os ceus do rio grande do sul
como lembrança
que fojem ao tom de azul.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
eles tem essa cor, esse tom
que foje ao tom do azul
pme fazem penser em verde
quando olho os ceus do rio grande do sul
eu vejo, eu sinto
aquele verde que vi em teus olhos
aquela verdade
ainda verde
que almeja ainda amadurecer
mas do que valem esses meus versos
soltos num pedaço de papel qualquer
que os ventos do rio grande do sul
nunca levarão
ao ceus de teus olhos
que nao tenho mais
mas ainda me restam
os ceus do rio grande do sul
como lembrança
que fojem ao tom de azul.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
terça-feira, 4 de junho de 2013
DAS ARMADILHAS
o passado
ainda se faz presente
o coração bate ao pensar
na mão o toque faz falta
mas tanto faz
como tanto fez
uma outra noite contigo
talvez?
não
prefiro a solidão
o silencio
assim não caio
nas armadilhas
de meu próprio coração.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
ainda se faz presente
o coração bate ao pensar
na mão o toque faz falta
mas tanto faz
como tanto fez
uma outra noite contigo
talvez?
não
prefiro a solidão
o silencio
assim não caio
nas armadilhas
de meu próprio coração.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
segunda-feira, 20 de maio de 2013
REPARA
repara no cigarro
nas cartas do teu baralho
repara no papel
repara no edifico
que arranha o ceu
repara na tua escolha
no teu espelho
no teu rosto e no teu oposto
repara no sorriso
para, no perfume
que traz a lembrança
do encontro, do tanto
do beijo e do gosto
repara, não para
repara na dança
que no pé está a mudança
repara na rotina
mas abre essa cortina
para na poesia
que nem sempre
precisa da rima
repara na mão que escreve
que tão leve é breve
mas repara
veja, beija
toque, sinta
sinta o toque
que te arrepia a pele
veja o olhar
que agora te faz calar
toca o vazio de teu eu
tão vago
mas repara
repara e muda
que de mudo silencio
se para
então se re-para.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
nas cartas do teu baralho
repara no papel
repara no edifico
que arranha o ceu
repara na tua escolha
no teu espelho
no teu rosto e no teu oposto
repara no sorriso
para, no perfume
que traz a lembrança
do encontro, do tanto
do beijo e do gosto
repara, não para
repara na dança
que no pé está a mudança
repara na rotina
mas abre essa cortina
para na poesia
que nem sempre
precisa da rima
repara na mão que escreve
que tão leve é breve
mas repara
veja, beija
toque, sinta
sinta o toque
que te arrepia a pele
veja o olhar
que agora te faz calar
toca o vazio de teu eu
tão vago
mas repara
repara e muda
que de mudo silencio
se para
então se re-para.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
sábado, 18 de maio de 2013
CIGARRO
estendo a mão ao cigarro
acendo, e trago
dois tragos
o que trago
é o silencio
é tua presença ausente
não
o que trago
é apenas meu cigarro.
acendo, e trago
dois tragos
o que trago
é o silencio
é tua presença ausente
não
o que trago
é apenas meu cigarro.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
UM TANTO
mesmo um tanto
um tanto longe
um tanto torto
sou um tanto
um tanto teu
um tanto contigo
mesmo que
um tanto de longe
sou teu um tanto
mas quem sabe
um dia seja
um tanto todo.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
um tanto longe
um tanto torto
sou um tanto
um tanto teu
um tanto contigo
mesmo que
um tanto de longe
sou teu um tanto
mas quem sabe
um dia seja
um tanto todo.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
sexta-feira, 17 de maio de 2013
DAS PAIXÕES
já me apaixonei
por olhos, por mãos
por toques e abraços
por beijos e por espaços
por barbas
apaixono-me constantemente
apaixonei-me também
por palavras
horas do coração
outros no entanto, não
já me apaixonei
pelo que ta perto
e pelo de longe também
pelo de longe, um pouco mais
admito talvez
de cada uma dessas paixões
verteram de mim alguns versos
que de hora em hora se ajuntam
se ajudam
viram poema, sorriem em poesia
penso então
se me apaixono
por tantas coisas
de formas tantas
por que ninguém
se apaixona
pela minha poesia?
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
por olhos, por mãos
por toques e abraços
por beijos e por espaços
por barbas
apaixono-me constantemente
apaixonei-me também
por palavras
horas do coração
outros no entanto, não
já me apaixonei
pelo que ta perto
e pelo de longe também
pelo de longe, um pouco mais
admito talvez
de cada uma dessas paixões
verteram de mim alguns versos
que de hora em hora se ajuntam
se ajudam
viram poema, sorriem em poesia
penso então
se me apaixono
por tantas coisas
de formas tantas
por que ninguém
se apaixona
pela minha poesia?
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DA AMARGURA
cresce a amargura
ao ver-te trajando
essa armadura
sem o amor a durar
e concreta muralha
o coração a emoldurar
impedindo que a este
alcance esta canção
e assim o sonho
se eleve do chão
cresce a amargura
oa pensar que fui
apenas tua aventura
olho esse romance
foi pequeno
porem intenso
como apenas de relance
cresce a amargura
e então tudo se mistura
em uma palavra
grava na pintura
tudo agora não passa
de apenas uma figura.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
ao ver-te trajando
essa armadura
sem o amor a durar
e concreta muralha
o coração a emoldurar
impedindo que a este
alcance esta canção
e assim o sonho
se eleve do chão
cresce a amargura
oa pensar que fui
apenas tua aventura
olho esse romance
foi pequeno
porem intenso
como apenas de relance
cresce a amargura
e então tudo se mistura
em uma palavra
grava na pintura
tudo agora não passa
de apenas uma figura.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DA FALTA QUE FAZ
da falta que faz
o que o coração
bater já fez
da falta que traz
a lembrança
que de memoria
não passa mais
da falta que fez
da falta que trás
da volta que faz
mas que por motivos
não voltas atras?
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
o que o coração
bater já fez
da falta que traz
a lembrança
que de memoria
não passa mais
da falta que fez
da falta que trás
da volta que faz
mas que por motivos
não voltas atras?
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
LAÇOS
no embalo dos teus braços
que me cercam
que me rodeam
que me abraçam
sou teu
amarrado em teus laços
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
O QUE É ISSO?
O que é isso que me consome
Que será essa ansiedade
Tira-me o sono
domina-me
Uma saudade interminável
De algo intocável
Esse desejo de possuir os seus beijos
Essa ânsia de provar os teus lábios
Que é isso, esta falta
Do que ainda não conheço
Do corpo que eu nunca toquei
De um sabor que eu nunca provei
Deste beijo que eu nunca roubei
Que sentimento, sem sentido
É isso que me arde
Que me parte
Que torna todo
E que me divide
O que será esta vontade
Louca, insana, demente
De te ver
Te encontrar
Te abraçar
Te beijar
De contigo estar
Em meus braços ter-te
Este desejo que me consome
Sem fim
O que é isso que me consome
Assim.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
NASCE UM POEMA
no verso, ou inverso
calado no teu labio
na metrica ritmada
de nossos corpos
nus, suados, colados
na rima cadente
minha boca na tua
em um eu sorridente
em ua estrofe
ou duas, ou mais
um poema nasce
umas vez mais
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
calado no teu labio
na metrica ritmada
de nossos corpos
nus, suados, colados
na rima cadente
minha boca na tua
em um eu sorridente
em ua estrofe
ou duas, ou mais
um poema nasce
umas vez mais
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DA DISTANCIA
Quilômetros de ti
Pra mim são mil
O caminho é longo
Pr'eu ter-te em mim
O trajeto de minha mão
A percorrer teu corpo
É curto
Mas é meu traçado
A viagem para ter-te
Só meu, só pr'eu
Talvez seja só um sonho
Que não passa
De desenho rabiscado.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
Pra mim são mil
O caminho é longo
Pr'eu ter-te em mim
O trajeto de minha mão
A percorrer teu corpo
É curto
Mas é meu traçado
A viagem para ter-te
Só meu, só pr'eu
Talvez seja só um sonho
Que não passa
De desenho rabiscado.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DA SIMPLICIDADE DO MOMENTO
quero a simplicidade de ficar do teu lado
mesmo que seja vendo teu riso calado
ter teu corpo no meu colado
nos movimementos
do intimo momento
suados.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
TRAVESSEIRO
Avesso a aventuras
Deito a cabeça no travesseiro
E o que tenho
Sao sonhos
De menino travesso.
RAFAEL VENTURIN PIAENTINI
Deito a cabeça no travesseiro
E o que tenho
Sao sonhos
De menino travesso.
RAFAEL VENTURIN PIAENTINI
DO MEDO DE AMAR
o medo é tão comum
todos temos medos
amar...também é ter medo
é ter medo de perder
é ter medo de sonhar
amor e medo
andam de mãos dadas
como nós andamos
o medo da distancia
o medo do novo
o medo de tudo
acontecer de novo
amar é ter medo
mas não ter medo
de amar.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
todos temos medos
amar...também é ter medo
é ter medo de perder
é ter medo de sonhar
amor e medo
andam de mãos dadas
como nós andamos
o medo da distancia
o medo do novo
o medo de tudo
acontecer de novo
amar é ter medo
mas não ter medo
de amar.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DA AUSÊNCIA
É travesso
O tempo
Do beijo
É suave
O toque
Das mãos
Que entrelaçam-se
No caminhar
Sutil
É o brilho
Do olhar
Pesada
É a ausência
Do travesso
Do suave
Do sutil
Hoje se faz
Ausente
O que outrora
Fora apenas
Distante
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
O tempo
Do beijo
É suave
O toque
Das mãos
Que entrelaçam-se
No caminhar
Sutil
É o brilho
Do olhar
Pesada
É a ausência
Do travesso
Do suave
Do sutil
Hoje se faz
Ausente
O que outrora
Fora apenas
Distante
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DO SENTIR
eu sinto, ou não sinto?
o que sinto?
é tão confuso
é um bem querer
é bom querer
eu te querer
mas te quero?
como te quero?
te quero comigo
pelo tempo de uma noite
pelo tempo do coito?
te quero comigo pra todo
o tempo todo
mesmo que de um jeito meio torto
o que sinto é estranho - ele diz -
mas não te preocupa
que é bom.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
o que sinto?
é tão confuso
é um bem querer
é bom querer
eu te querer
mas te quero?
como te quero?
te quero comigo
pelo tempo de uma noite
pelo tempo do coito?
te quero comigo pra todo
o tempo todo
mesmo que de um jeito meio torto
o que sinto é estranho - ele diz -
mas não te preocupa
que é bom.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
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