''E o que me consome são as lembranças do passado presente na memoria ausente'' Rafael V. Piacentini

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

DA MINHA SOLIDÃO

a solidão me consome
posso sentila
espessa e oleosa
a percorrer minhas veias
corroer meu coração
dolorosa e nociva
e ao mesmo tempo
tão doce e confortante
que de tão cinza
chega a ser colorida.

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

SEM ENFASE

Ainda te amo.

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

LEMBRO

A meia luz
Éramos dois
Corpos nus

A meu ouvido
A tua voz
A minha vida
Tua luz

Éramos nós
Dois corpos nus


RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

INSTINTO

O calor que emana de
teu corpo
Como perfume que
Inibria-me aos sentidos
Desperta-me o mais felino
dos instintos
Impedi-me de dormir ao
teu lado
Então, viro fera e devoro-te


RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

PEDAÇOS

Agora tanto faz
A tristeza já é normal
Parte de mim, do meu eu
Um eu aos pedaços
Que busco juntar
Me reconstruir

Me perco nos braços
De alguns meninos
Tentando juntar
Meus cacos

Busco meus pedaços
Em outras bocas
Outros beijos
Outros corpos
Outras camas
Em outros toques
Em outros sexos

Nada encontro
Alem do nada
Um vazio
Frio, sóbrio, sombrio
Meu mundo é cinzento
Pois estou aos pedaços
E meus pedaços
Estão contigo


RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

INSÔNIA 2

Mais uma noite insone
Assim a lua some
Sem sonhos nem descanso
Estou sempre em algum canto

A insônia me pegou
Quando você me deixou
E nada em mim sobrou

O nascer do sol vai começar
E na cama estou a rolar
Com a memória a me lembrar
O quanto me fez chorar

A insônia me pegou
Quando você me deixou
E nada mim sobrou

A luz já banha o quarto
Brigo com o sol, me bato
Chega desse amor barato
Você que vá pro diabo a quatro

A insônia me pegou
Quando você me deixou
E nada em mim sobrou

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

MINHA BOEMIA

Escrevendo meus versos
Me viro em avessos
O cigarro como companheiro
E minhas palavras num cinzeiro

Escrevo estrofes inacabadas
Em noites sempre embaladas
Mais um drink para acompanhar
E nenhuma frase desperdiçar

Nas noites de boemia
Estou só em minha companhia
Dos movimentos frenéticos
Nesses todos assimétricos
A caneta risca, rabisca
E o papel ela conquista
Minha palavra arranha
O coração estranha

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI