repara no cigarro
nas cartas do teu baralho
repara no papel
repara no edifico
que arranha o ceu
repara na tua escolha
no teu espelho
no teu rosto e no teu oposto
repara no sorriso
para, no perfume
que traz a lembrança
do encontro, do tanto
do beijo e do gosto
repara, não para
repara na dança
que no pé está a mudança
repara na rotina
mas abre essa cortina
para na poesia
que nem sempre
precisa da rima
repara na mão que escreve
que tão leve é breve
mas repara
veja, beija
toque, sinta
sinta o toque
que te arrepia a pele
veja o olhar
que agora te faz calar
toca o vazio de teu eu
tão vago
mas repara
repara e muda
que de mudo silencio
se para
então se re-para.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
''E o que me consome são as lembranças do passado presente na memoria ausente'' Rafael V. Piacentini
segunda-feira, 20 de maio de 2013
sábado, 18 de maio de 2013
CIGARRO
estendo a mão ao cigarro
acendo, e trago
dois tragos
o que trago
é o silencio
é tua presença ausente
não
o que trago
é apenas meu cigarro.
acendo, e trago
dois tragos
o que trago
é o silencio
é tua presença ausente
não
o que trago
é apenas meu cigarro.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
UM TANTO
mesmo um tanto
um tanto longe
um tanto torto
sou um tanto
um tanto teu
um tanto contigo
mesmo que
um tanto de longe
sou teu um tanto
mas quem sabe
um dia seja
um tanto todo.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
um tanto longe
um tanto torto
sou um tanto
um tanto teu
um tanto contigo
mesmo que
um tanto de longe
sou teu um tanto
mas quem sabe
um dia seja
um tanto todo.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
sexta-feira, 17 de maio de 2013
DAS PAIXÕES
já me apaixonei
por olhos, por mãos
por toques e abraços
por beijos e por espaços
por barbas
apaixono-me constantemente
apaixonei-me também
por palavras
horas do coração
outros no entanto, não
já me apaixonei
pelo que ta perto
e pelo de longe também
pelo de longe, um pouco mais
admito talvez
de cada uma dessas paixões
verteram de mim alguns versos
que de hora em hora se ajuntam
se ajudam
viram poema, sorriem em poesia
penso então
se me apaixono
por tantas coisas
de formas tantas
por que ninguém
se apaixona
pela minha poesia?
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
por olhos, por mãos
por toques e abraços
por beijos e por espaços
por barbas
apaixono-me constantemente
apaixonei-me também
por palavras
horas do coração
outros no entanto, não
já me apaixonei
pelo que ta perto
e pelo de longe também
pelo de longe, um pouco mais
admito talvez
de cada uma dessas paixões
verteram de mim alguns versos
que de hora em hora se ajuntam
se ajudam
viram poema, sorriem em poesia
penso então
se me apaixono
por tantas coisas
de formas tantas
por que ninguém
se apaixona
pela minha poesia?
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DA AMARGURA
cresce a amargura
ao ver-te trajando
essa armadura
sem o amor a durar
e concreta muralha
o coração a emoldurar
impedindo que a este
alcance esta canção
e assim o sonho
se eleve do chão
cresce a amargura
oa pensar que fui
apenas tua aventura
olho esse romance
foi pequeno
porem intenso
como apenas de relance
cresce a amargura
e então tudo se mistura
em uma palavra
grava na pintura
tudo agora não passa
de apenas uma figura.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
ao ver-te trajando
essa armadura
sem o amor a durar
e concreta muralha
o coração a emoldurar
impedindo que a este
alcance esta canção
e assim o sonho
se eleve do chão
cresce a amargura
oa pensar que fui
apenas tua aventura
olho esse romance
foi pequeno
porem intenso
como apenas de relance
cresce a amargura
e então tudo se mistura
em uma palavra
grava na pintura
tudo agora não passa
de apenas uma figura.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DA FALTA QUE FAZ
da falta que faz
o que o coração
bater já fez
da falta que traz
a lembrança
que de memoria
não passa mais
da falta que fez
da falta que trás
da volta que faz
mas que por motivos
não voltas atras?
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
o que o coração
bater já fez
da falta que traz
a lembrança
que de memoria
não passa mais
da falta que fez
da falta que trás
da volta que faz
mas que por motivos
não voltas atras?
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
LAÇOS
no embalo dos teus braços
que me cercam
que me rodeam
que me abraçam
sou teu
amarrado em teus laços
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
O QUE É ISSO?
O que é isso que me consome
Que será essa ansiedade
Tira-me o sono
domina-me
Uma saudade interminável
De algo intocável
Esse desejo de possuir os seus beijos
Essa ânsia de provar os teus lábios
Que é isso, esta falta
Do que ainda não conheço
Do corpo que eu nunca toquei
De um sabor que eu nunca provei
Deste beijo que eu nunca roubei
Que sentimento, sem sentido
É isso que me arde
Que me parte
Que torna todo
E que me divide
O que será esta vontade
Louca, insana, demente
De te ver
Te encontrar
Te abraçar
Te beijar
De contigo estar
Em meus braços ter-te
Este desejo que me consome
Sem fim
O que é isso que me consome
Assim.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
NASCE UM POEMA
no verso, ou inverso
calado no teu labio
na metrica ritmada
de nossos corpos
nus, suados, colados
na rima cadente
minha boca na tua
em um eu sorridente
em ua estrofe
ou duas, ou mais
um poema nasce
umas vez mais
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
calado no teu labio
na metrica ritmada
de nossos corpos
nus, suados, colados
na rima cadente
minha boca na tua
em um eu sorridente
em ua estrofe
ou duas, ou mais
um poema nasce
umas vez mais
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DA DISTANCIA
Quilômetros de ti
Pra mim são mil
O caminho é longo
Pr'eu ter-te em mim
O trajeto de minha mão
A percorrer teu corpo
É curto
Mas é meu traçado
A viagem para ter-te
Só meu, só pr'eu
Talvez seja só um sonho
Que não passa
De desenho rabiscado.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
Pra mim são mil
O caminho é longo
Pr'eu ter-te em mim
O trajeto de minha mão
A percorrer teu corpo
É curto
Mas é meu traçado
A viagem para ter-te
Só meu, só pr'eu
Talvez seja só um sonho
Que não passa
De desenho rabiscado.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DA SIMPLICIDADE DO MOMENTO
quero a simplicidade de ficar do teu lado
mesmo que seja vendo teu riso calado
ter teu corpo no meu colado
nos movimementos
do intimo momento
suados.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
TRAVESSEIRO
Avesso a aventuras
Deito a cabeça no travesseiro
E o que tenho
Sao sonhos
De menino travesso.
RAFAEL VENTURIN PIAENTINI
Deito a cabeça no travesseiro
E o que tenho
Sao sonhos
De menino travesso.
RAFAEL VENTURIN PIAENTINI
DO MEDO DE AMAR
o medo é tão comum
todos temos medos
amar...também é ter medo
é ter medo de perder
é ter medo de sonhar
amor e medo
andam de mãos dadas
como nós andamos
o medo da distancia
o medo do novo
o medo de tudo
acontecer de novo
amar é ter medo
mas não ter medo
de amar.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
todos temos medos
amar...também é ter medo
é ter medo de perder
é ter medo de sonhar
amor e medo
andam de mãos dadas
como nós andamos
o medo da distancia
o medo do novo
o medo de tudo
acontecer de novo
amar é ter medo
mas não ter medo
de amar.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DA AUSÊNCIA
É travesso
O tempo
Do beijo
É suave
O toque
Das mãos
Que entrelaçam-se
No caminhar
Sutil
É o brilho
Do olhar
Pesada
É a ausência
Do travesso
Do suave
Do sutil
Hoje se faz
Ausente
O que outrora
Fora apenas
Distante
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
O tempo
Do beijo
É suave
O toque
Das mãos
Que entrelaçam-se
No caminhar
Sutil
É o brilho
Do olhar
Pesada
É a ausência
Do travesso
Do suave
Do sutil
Hoje se faz
Ausente
O que outrora
Fora apenas
Distante
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
DO SENTIR
eu sinto, ou não sinto?
o que sinto?
é tão confuso
é um bem querer
é bom querer
eu te querer
mas te quero?
como te quero?
te quero comigo
pelo tempo de uma noite
pelo tempo do coito?
te quero comigo pra todo
o tempo todo
mesmo que de um jeito meio torto
o que sinto é estranho - ele diz -
mas não te preocupa
que é bom.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
o que sinto?
é tão confuso
é um bem querer
é bom querer
eu te querer
mas te quero?
como te quero?
te quero comigo
pelo tempo de uma noite
pelo tempo do coito?
te quero comigo pra todo
o tempo todo
mesmo que de um jeito meio torto
o que sinto é estranho - ele diz -
mas não te preocupa
que é bom.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
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