''E o que me consome são as lembranças do passado presente na memoria ausente'' Rafael V. Piacentini

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

DO FLERTE


A vida é um flerte
Flerta-se com o amor
Flerta-se com a morte
Mas a vida
Flerta com o espelho
A vida flerta
Com a própria vida
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

domingo, 1 de junho de 2014

DA ESPERA 2


é de se esperar
o telefone
que não mais
ira tocar
os olhares
que não mais
irão se cruzar

é de se esperar
que me esqueça
de teu beijo
mesmo quando imersa
de desejo
a memoria esteja

é de esperar
que pese sobre os ombros
o cansaço da espera
que escorra sob os olhos
a ultima esperança
em alguns sonhos

é de se esperar
que eu não mais espere

mas espero
não me desespero.

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

DOS PESADELOS


Não tenho futuro
Sou feito de passados
Em sonhos roubados
Que assombram-me hoje
Como pesadelos desejados
Em meio as lagrimas
De meu choro embargado
Que ocupa o espaço do beijo
Que não mais sera roubado

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

domingo, 15 de dezembro de 2013

DA ESPERA


soltou minha mão em meio a madrugada
se despediu com um beijo e sussurrou
"me espera"
acendi meu cigarro, traguei
agora trago
trago a saudade dessa espera
agora anos depois
possou por mim numa quinta feira qualquer
me beijou e me acusou de não esperar
mas eu esperei
e ainda espero

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

sábado, 31 de agosto de 2013

DE SETEMBRO


mal começou
o mês de setembro
e ainda me lembro
do inferno de inverno
que fora agosto
segue o desgosto
em que a memoria
me lançou
sem qualquer consideração
pelo que havia 
em meu coração

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

SONETO AO TEU SILENCIO


Até mesmo a noite se fez calar
As nuven insistem em emcobrir o luar
Nem mesmo as estrelas se põe a brilhar
E mesmo o vento oculta seu sussurrar

As palavras insistem em me escapar
Pois seus abraços continuam a me faltar
E seus beijos meu labios anseiam provar
Enquanto minha boca, teu nome continua a chamar

Ao menos balbucie um prenuncio
Não lhe peço qualquert tipo de ode
Apenas que não me prenda na quietude

Quando quiser abandonar a mudez, tu pode
Sorria, então para o sol, na plenitude
Me livre então do silencio, com teu anuncio.

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

DOS ARREPENDIMENTOS


dos erros que cometi
não me arrependo
acendo um cigarro
me calo e me lembro

arrependo-me sim
dos acertos que tive
por aqueles que não
merecem nada de mim

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI