''E o que me consome são as lembranças do passado presente na memoria ausente'' Rafael V. Piacentini

terça-feira, 29 de junho de 2010

NOSSA HISTORIA

FRAGMENTOS DE NOITES SEM VOLTA
QUANDO ME AMAVA COM TEUS OLHOS
E COM TUA BOCA ME DEVORAVA
COM TEU SEXO, FAZIA-ME TEU

AMAVA-ME NO ESCURO
RECONDITO, ESCONDIDO
NUM SECRETO TEU

HOJE NEM MAIS ME VÊ
NÃO PASSO DE LEMBRANÇAS
NO PASSADO ESQUECIDO
EM NOSSA HITORIA SEM VOLTA.

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

sábado, 26 de junho de 2010

DO MISTERIO DE AMAR

Encontrar um amor?
Este é um mistério que
Não me excito em resolver.
Então que continue sendo
Mistério, a busca é mais
Excitante do que o encontro.

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

quarta-feira, 23 de junho de 2010

MONOTONA ROTINA

O cotidiano é incomodo

Monótono, insosso

A repetição de uma rotina

Circulo vicioso

Vazio de pecados

Uma vida tabulada

Preconcebida e repetida

O cotidiano, rotineiro

Sem vida, sem poesia

Sem tempero

Sem drama, aventura

Fantasia, ou solidão

Sem solidão

Até mesmo a sufocante

Lacerante, solidão

É mais preciosa

Que o rotineiro

Cotidiano.


RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

A NECESSIDADE DA PALAVRA

Um profundo

Incontrolável

Sufocante

Desejo de escrever

Me domina

Me abraça

Ate mesmo

Me incomoda

Solto palavras

Sem sentido algum

Sobre uma folha de papel

Minha mão

Não tem controle

Escreve

Descreve

Sobe

Desse

Riscas

Rabisca

Se nexo

Preciso

Desejo

Anseio

Escrever

O que?

Nem sei

Sei apenas

Que preciso.


RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

Das tristezas

Tenho tudo para ser feliz...

... mas não sou

Falta algo, algo de fantasia

Uma coisa de alegoria.


RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

segunda-feira, 21 de junho de 2010

ENTRELAÇADOS SUADOS

O corpo suado

Cansado

Exausto

Pernas entrelaçadas

As tuas

Nos lençóis

Surrados

Manchados

Molhados

Nos lábios o

Sabor do gozo

No corpo o

Odor do outro

O calor do coito

Mãos a deslizar

Teu sexo a tocar

Movimentar

Arder

Excitar

E outra vez

Se entrelaçar

Balançar

Bagunçar

A cama

Toda úmida

Curtida

Contida

Contigo

Nossos corpos

Exaustos

Cansados

Entrelaçados

Com os lençóis

A nos amarrados

Mãos,

A percorrer

Tuas costas nuas

Marcadas de suor

No ardor

No memento

No movimento

E nas minhas

As marcas deixadas

Por tuas unhas

Nuas, cruas

Profundas

Como teu sexo

Teu beijo

Meu sexo

Meu desejo.

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

sábado, 19 de junho de 2010

FOI-SE SARAMAGO

Se foi Saramago, pro lado de lá
nosso José, sem "ES" usando apenas vírgulas
nunca gostou de pontos, esse foi seu final.
Saramago que mostrou me a beleza de minha língua
uma língua suja, irônica, sarcástica e por isso tão bela
minha língua Portuguesa

E agora José?
O ensaio sobre a cegueira abateu-se sobre teus olhos
as intermitências da morte não ocorreram, que pena
seria ótimo se ela tirasse ferias de teu encalço e desfrutasse
de tuas palavras, vendo o mar de tua ilha
Pois è Saramago, antes fosses tu, um Homem duplicado
assim, minha língua, minha bela, doce e suja Língua Portuguesa
ainda chorarias, mas baixinho! Sem o estardalhaço que nunca te agradou!

José Saramago
foi-se dessa terra do pecado, levantado do chão
em cinzas a espelhar tua língua Portuguesa pelo vento
foi-se Saramago
atravessando agora o grande mar, em sua jangada de pedra
enquanto ficamos pra trás
nesse ensaio sobre a lucidez.


RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

homenagem ao grande Jose Saramago que apresentou ao mundo as belezas de nossa lingua portuguesa, esse poema foi escrito com os nomes de alguns dos livros dele.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

MADRUGADA

Chove lá fora

E aqui dentro tempestade

Ah, como sinto saudade

Eu quero ir embora

O sol já vai nascer

Não pude nem dormir

O sono teve de partir

Sem adeus, eu tive de ir

Eu quero ir embora daqui

Sem saber pra onde ir

A noite cala

A chuva silencia

Começa mais um dia

O dia fala.


RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

quarta-feira, 9 de junho de 2010

SOU


Sou tudo, sou nada
Sou de todos, de ninguém
Sou do dia, do sol
Da lua, e da noite
Do encontro, do desencontro
Estou no abraço, na despedida
Na chegada, na partida
No sorriso na lagrima
Sou parte de um todo
O todo de uma parte
A falta de tudo
O escuro da luz
A razão da emoção
Um pouco multidão
No meio da solidão
Sou a saudade do que ainda não vi
Sou algo para sempre
Algo de repente
Sou aquilo que se sente
O frio, quente
O que ficou e o que pendente
Em um passado presente...
... na memória ausente.

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

MEU POEMA


Meus versos
São silencio
Silencio tagarela
Cheio de vozes
Cheio de vezes
Cheio de algozes

Minhas estrofes
São do mundo
Após distas
Não são mais minhas
Mas daqueles que as ouviram

Meus poemas
São meus segredos
Segredos, anseios
Cheios de desejos
Chios de gracejos
Cheios de bocejos.

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

Poema sem sentindo ou razão

Tudo tem de ter um por que?

Mas por que?

As coisas não podem simplesmente ser?

Se amar, tem de ter um por que de amar?

Se desenhar tem de ter um por que de desenhar?

Se escrever tem de ter um por que para escrever?

As coisas são e pronto...se escrevo, escrevo, simples assim

Sem por quês?

Sem porques!

Sem sentido ou razão.

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

Teoria das velocidades

Por certo existem três tipos de pessoas nesse mundo. As que estão abaixo da media, as que se encontram na medias, e as pessoas que estão acima da media.

As pessoas que estão acima da media, entenda essa media como seres pensantes, que se destacam, vivem algumas dificuldades, em relacionamentos, amizades entre outros.

Vivem como se estivessem a uma velocidade muito acima das outras pessoas, gastariam que estes pudessem estar na mesma velocidade alta em que os indivíduos acima da media vivem, mas é mais fácil, em senso-comum, diminuir o ritmo até a marcha lenta da maioria, entretanto não é fácil, agora na pratica, para aqueles acima da media viver tão lentamente.

É como se as pessoas acima da media dirigissem carros de forma 1, correndo a 350 km/h, pura adrenalina, acabam viciados nessa adrenalina, mas a seu redor as pessoas na media vivem como se dirigissem carros de stock car a 200 km/h, não é adrenalina suficiente para as pessoas acima da media, isso os deixa confusos, mudando de idéia repentinamente, buscando se encaixar nesse quebra-cabeças social, quando são peças grande de mais, são peças de um outro quebra cabeças.

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

terça-feira, 8 de junho de 2010

Insônia

Noite sem luar

Ate o vento

Fez calar

Na volúpia

Púrpura

Quente

Fugaz

Do teu corpo

Nu

Onde queria

Me encontrar

Ou me perder

Até hora

Do inevitável

Despertar


RAFAEL VENTURIN PIACENTINI

Dos porquês!

Pensei em começar escrevendo por que abri o blog...mas a verdade é que nem eu sei...sinto apenas a vontade de escrever, esse desejo incontrolavel, na verdade sou adepto dos velhos e bons instrumentos, o papel e a caneta, mas a internet realmente uma ferramenta extraordinario...mas enfim vamos logo ao que interessa, mas o que interessa? aquilo que tenho vontade de escrever, simplismente isso...hoje tenho vontade de escrever sobre aquilo q vivo, respiro, do que me alimento, não, não pensei que é amor, cantar o amor é facil, dificil é vive-lo, estou falando é de ARQUITETURA. Sim a arquitetura, a 4 anos estudo arquitetura, ano que vem serei arquiteto urbanista, mas venho pensando mas afinal o que é essa arquitetura, que como ja disse Paulo Leminski, essa arte que te mora, arte te que mura, que te habita, que te imita...como muitos entrei na faculdade de arquitetura, crendo que eram as paredes, as casas, as cidades, aprendi com meus mestres, que não se trata disso, mas nas sabias palavras de Bruno Zevi, ARQUITETURA É O ESPAÇO, oscar niemeyer esta certo ao dizer que a decoração é o suficiente para destruir a arquitetura, afinal se arquitetura é o espaço, o importante são os epsaços vazios entre uma coisa e outra...Mas para mim arquitetura é ainda mais que o espaço, arquitetura é a forma como as pessoas percebem e se apropiam do espaço, as senções que tem ali, o espaço vazio entre os olhares, é o espaço, a arquitetura, é a senção que esses olhos terão ao se encontrarem!

RAFAEL VENTURIN PIACENTINI