''E o que me consome são as lembranças do passado presente na memoria ausente'' Rafael V. Piacentini
terça-feira, 2 de julho de 2013
DOS MEUS POETAS
quando Drummond eu li
até o sono eu perdi
pensando na festa de um tal José
que aposto estava tão bebado
que nem parava em pé
quando o Mario de Andrade conheci
pensei que grande poeta
até suas frases mais soltas
pareciam apenas vazer de sua caneta
então Vinicius, o de Morais
soneto de fidelidade, receita de mulher
são poemas que perduram, poemas imortais
Ah, Mario Quintana
um poeta que sofre e que ama
contigo me identifico
as vezes pego teu livro
e deito na cama
e penso, esse sim é poeta que ama
Ferreira Gullar, me fez querer escrever
falando da arquitetura do Oscar
e do coito com a mulher amada
sempre te li sem nem piscar
quando a cama ja estava desarrumada
o Fernando pessoa
ele um tanto me magoa
com essa historia de heternomios
rimava tão bem
que até sem a rima seus poemas
me caem bem
por fim penso em Leminski
de poucas palavras
que tocam o fundo do leitor
fez-me reconhecer-me
sou um homem com uma dor
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
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