é de se esperar
o telefone
que não mais
ira tocar
os olhares
que não mais
irão se cruzar
é de se esperar
que me esqueça
de teu beijo
mesmo quando imersa
de desejo
a memoria esteja
é de esperar
que pese sobre os ombros
o cansaço da espera
que escorra sob os olhos
a ultima esperança
em alguns sonhos
é de se esperar
que eu não mais espere
mas espero
não me desespero.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
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