Escrevendo meus versos
Me viro em avessos
O cigarro como companheiro
E minhas palavras num cinzeiro
Escrevo estrofes inacabadas
Em noites sempre embaladas
Mais um drink para acompanhar
E nenhuma frase desperdiçar
Nas noites de boemia
Estou só em minha companhia
Dos movimentos frenéticos
Nesses todos assimétricos
A caneta risca, rabisca
E o papel ela conquista
Minha palavra arranha
O coração estranha
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
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