''E o que me consome são as lembranças do passado presente na memoria ausente'' Rafael V. Piacentini

segunda-feira, 21 de março de 2011

ACABOU

Acabou
Coisa mais sem sentindo
Como acabou?
Se ainda posso sentir
O peso de seu olhar
Sobre mim
O desejo de seu corpo
Pelo meu corpo
Emana de ti
O perfume
Do coito
De seu eu afoito

Acabou?
Não
Não acabou
Tens medo de sofrer
De fazer-me sofrer
Tens medo

Uma ultima noite
Que se estendeu
Por uma manhã
Sem amanhã
Perdida em seu medo
Em seu sexo
Em seus olhos sobre mim
Seu gozo em meu corpo
Acabou?
Aquela noite talvez acabasse
Mas a verdade é que
Todo resto continuou
Meu amor por ti
Continua
Seu medo
Continua
Seus olhos em cima de mim
Desejando mais uma noite sem fim
Enfim
Continua
Mas enquanto de teus olhos
Vem a verdade, o desejo, o querer
Talvez ate um gostar secreto
Que teu orgulho
Impede-te de assumir
Enquanto de teu corpo
Vem o sinal
Sexo
Louco
Coito
Gozo
Enquanto tudo em ti diz
Quero-te
De tua boca
Vêm as palavras
Acabou, arquiteto, acabou.

RAFAEL VENTURIN PIACENTNI

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