Acendo mais um cigarro
Provo seu sabor
O que mais há fazer?
Se eu passo dias e noites
Com os olhos úmidos
Lagrimas que tento segurar
Mas escapam-me
Como a fumaça de meu cigarro
Que agora escapa de meus pulmões
Enche meu quarto com sua densidade
Enquanto minha mente
É preenchida por memórias
Memórias de nós dois
Ainda mais densas
Que a fumaça
Tormento
Única palavra que me vem
Como possibilidade
Para descrever o que me causam
Essas memórias
Mesmo este poema
Que escrevo neste momento
Possui uma forma
Que remete teu corpo
Tormento.
RAFAEL VENTURIN PIACENTINI
Nenhum comentário:
Postar um comentário